sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cuide de suas unhas!!!

Unha forte, sinal de saúde:
Aprenda a fazer um auto-exame só de olhar para as mãos. Manchas, descamações, mudança de cor e alterações no formato das unhas são pistas para inúmeros males - de uma simples micose até doenças cardíacas.
POR PRISCILA RODRIGUES FOTOS FERNANDO GARDINALI
Entre as crendices populares brasileiras, uma das mais famosas diz respeito ao aspecto das unhas. Há quem acredite que as manchinhas, que surgem de uma hora para outra, significam a chegada de boas-novas. Em certas regiões do país, o povo garante que elas aparecem na mesma proporção das mentiras que contamos. Coincidências e lendas à parte, o fato é que essas marquinhas querem nos avisar de algo muito mais importante: que precisamos ouvir rapidamente a opinião de um dermatologista, para ver o que há de errado em nosso organismo.
Não é à toa que muitos médicos pedem para ver as mãos dos pacientes durante o exame clínico. “Qualquer alteração patológica nas unhas deve ser observada com rigor, pois sinalizam desde falta de nutrientes, estresse e micoses até problemas mais sérios, como cirrose hepática, insuficiência renal e endocardite (a inflamação do revestimento interior do coração, geralmente provocada por bactérias)”, garante o dermatologista Guilherme de Almeida, de São Paulo. Sua colega de profissão, a médica paulistana Aurea Lopes, concorda e aponta como outras causas males como dermatite de contato, lupus eritematoso (doença crônica que causa inflamações em várias partes do corpo) e até mesmo problemas circulatórios periféricos, cardiológicos e intestinais.



VOCÊ SABIA? ELAS CRESCEM, EM MÉDIA, TRÊS MILÍMETROS POR MÊS. AS UNHAS DAS MÃOS TÊM UM CRESCIMENTO APROXIMADAMENTE QUATRO VEZES MAIS RÁPIDO DO QUE AS DOS PÉS.
Na maior parte das vezes, as manchinhas esbranquiçadas e pequenas são resultado de batidas leves que provocam pequenos traumas na matriz ungueal (local onde as células de queratina que formam a unha são produzidas). Assim como aquelas linhas finas e verticais (faixas hemorrágicas) decorrentes do rompimento de vasinhos minúsculos, essas marcas somem sozinhas e nem sempre são motivo de preocupação.
Porém, se elas tomam quase toda extensão da unha e não desaparecem, vale a pena consultar um médico especialista. A presença desses sinais pode indicar inúmeros problemas de saúde, possíveis ameaças ao bom funcionamento do organismo e até o uso de determinados medicamentos. Os remédios quimioterápicos e alguns antibióticos usados para tratar infecções bacterianas, por exemplo, impulsionam a manifestação de manchinhas nas unhas.

O que as mãos revelam sobre a saúde???
Fique atento às mudanças na coloração, forma e textura das suas unhas:
Manchas esbranquiçadas:Anemia, carência de zinco e proteínas, dermatites de contato (alergias a esmaltes, sabões, detergentes...), psoríase, micoses, intoxicação por metais pesados, insuficiência renal
Manchas amarelas ou unhas amareladas:Freqüentes em fumantes, também indicam uso crônico de antibióticos, ingestão em excesso de betacaroteno (precursor da vitamina A, encontrado em cenoura, beterraba, mamão...), diabetes, micoses e males do fígado
Arroxeadas: Micoses, tumores, uso de remédios coagulantes, males cardíacos, lupus eritematoso
Esverdeadas ou com inchaços, vermelhidão e dor que se expande ao redor dos dedos:Infecções bacterianas e micoses
Metade branca, metade avermelhada:Problemas renais

Faixas negras: Disfunções hormonais, micoses, tumores na matriz ungueal, câncer de pele (melanoma)
Fracas, secas, quebradiças, com tendência à descamação:
Falta de cálcio, além de zinco e vitaminas A, B e E, nutrientes que constituem a unha. Anemia, hipotireoidismo
Amarelada, espessa e sem crescimento:Distúrbios pulmonares
Ondulações, que, no caso das mulheres, ficam aparentes mesmo com duas camadas de esmalte:Geralmente indicam traumas (a espátula de empurrar cutícula é usada com força). E ainda: anemia e doença cardíaca ou pulmonar

Alérgias (uticária tem cura?)

A urticária é uma reação alérgica e como toda reação alérgica ela tem controle. O ideal é que o indivíduo não entre em contato com as substâncias que possam desencadear um quadro alérgico por toda a vida.

Indivíduos com propensão alérgica devem realizar o chamado teste de alergia para verificar quais são as substâncias que ele deve evitar contato como forma de prevenção da urticária e de outros processos alérgicos.

Ainda não se sabe o porquê mas em alguns indivíduos a urticária parece ter uma cura espontânea, manifestando-se somente uma vez na vida e sendo rapidamente controlada com a toma de anti-histamínicos via oral.





Prevenção da urticária

Indivíduos que tiveram um episódio de urticária provavelmente voltarão a tê-lo, pois cerca de 30% dos pacientes, desenvolvem a urticária crônica. Por isso, é importante saber como prevenir.
Como forma de prevenção da urticária recomenda-se evitar os alérgenos e o consumo de medicamentos à base de ácido acetil-salicílico, antiinflamatóios não hormonais, codeína e morfina, pois estes podem favorecer a urticária.  Os que utilizam pequenas doses de aspirina como forma de prevenção de tromboses podem continuar a tomá-la, embora o clopidogrel seja uma melhor opção.

Tratamento para urticária

Em caso de urticária aguda (dura até 6 semanas) ou urticária crônica (mais de 6 semanas) o tratamento indicado é o uso de anti-histamínicos e/ou corticóides. Casos mais graves devem ser tratados com Epinefrina, para evitar que a garganta fique muito inchada e impeça a respiração.
O tempo de tratamento e a dose recomendada vão depender do estado de saúde do indivíduo e da gravidade da urticária.

Referência Bibliográfica


CRIADO PR; CRIADO RFJ; MARUTA CW; MARTINS JEC; RVITTI EA. Urticária Acesso em Junho, 2012.
Aqui