quinta-feira, 7 de março de 2013

Vale a pena adiar o sonho de ser mãe?



Tornar-se mãe é o maior desejo de quase todas as mulheres. Esta sempre foi uma prioridade tanto que, há até bem pouco tempo, tinham uma vida de dedicação plena ao marido, aos filhos, à vida doméstica, enfim, somente à família. Hoje, as mulheres - principalmente as de classe média - têm outros objetivos e perspectivas como conquista de novos espaços, realização pessoal nos campos afetivo, profissional, social, financeiro e sexual.
Os métodos contraceptivos absolutamente confiáveis, atualmente, como a pílula anticoncepcional, já há quase quatro décadas vêm mudando radicalmente o comportamento sexual feminino, propiciando independência em termos de prevenção da gravidez não desejada, o que antes era possível somente com a participação efetiva do homem.
Com o domínio da concepção, as mulheres assumiram nova postura na sociedade, saindo do lar e entrando no mercado de trabalho. Assim, tornaram-se "independentes e emancipadas" sob os pontos de vista sexual e financeiro, mudando suas prioridades quando comparamos as mulheres do final do século passado e início do século 21 com as de gerações anteriores, cujo horizonte restringia-se, na maioria das vezes, a casar e ter filhos, mal saídas da adolescência.
Esta nova postura não significa que as mulheres não queiram mais casar nem ter filhos, mas sim que essa decisão vem sendo postergada pelos mais variados motivos, dentre os quais se destacam a prioridade pela formação profissional e acadêmica, viagens e independência financeira, dentre outros.
Se por um lado esses motivos são absolutamente compreensíveis, por outro, os estudos mostram que as chances de gestação diminuem com a idade, em decorrência de problemas ginecológicos inúmeros, como cistos, miomas, infecções e endometriose, além de fatores decorrentes da própria idade, pois os óvulos perdem a capacidade de gerar bons embriões, com o tempo. Evidentemente que, cada mulher, com seu livre arbítrio, tem sua razão individual para adiar a gravidez, mas é preciso levar em conta as complicações decorrentes do tempo.
O aprimoramento das técnicas de reprodução assistida e a introdução de novos e modernos tratamentos podem transmitir a falsa sensação de que a infertilidade conjugal é um problema de fácil solução. Nesse aspecto, entretanto, ainda é melhor prevenir do que remediar, uma vez que os tratamentos podem ser longos, caros e, por vezes, mal sucedidos.
A idade ideal para se ter um filho, de maneira a garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso é no final da adolescência, mas isto nem sempre é o ideal ou o possível. No entanto, para garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso o ideal é não ultrapassar os 35 anos de idade. Para isso, é necessário planejamento.
Se o casal tem como objetivo constituir família com filhos, deve-se priorizar este projeto a fim de evitar problemas futuros e não deixá-lo por último, depois da carreira e da viagem para a Europa, por exemplo. A opção por atrasar a chegada do bebê pode ser irreversível, mas a carreira e a viagem com certeza não o são.
Acompanhamos, com certa preocupação, a divulgação de verdadeiros "milagres", como a possibilidade real e imediata de congelar óvulos hoje e conseguir a gestação com facilidade daqui a alguns anos, sem, no entanto, deixar claro as reais taxas de gravidez obtidas por esse método.
Esses e outros aspectos devem ser objeto de avaliação por parte da mulher que pretende constituir família. Nesse sentido, torna-se fundamental que ela procure ter orientações claras e precisas de seu ginecologista, especialmente quando tiver que decidir prioridades em suas vidas, entre elas a de quando ser mãe. Vale lembrar que a mesma ciência que contribuiu de modo fundamental e eficaz no controle da fertilidade ainda não oferece as mesmas chances no tratamento da infertilidade.
Dr. Newton Eduardo Busso

Gravidez aos 50 anos

Oi Mulher Virtuosa...

Hoje iremos falar um pouco sobre o sonho de ser mãe após os 50 anos..vejam os prós e os contras...

A gravidez após os 50 anos é considerada uma gravidez de risco para a mãe e para o bebê

É cada vez mais comum ouvir histórias de mulheres que engravidaram aos 50 anos. Com a vida moderna, elas investem na carreira profissional, nas viagens e acabam adiando os planos de casar e ser mãe. Mas afinal, o corpo da mulher ainda está preparado para a gestação aos 50 anos de idade?
Segundo o Dr. Marcello Valle, ginecologista da clínica Origen, especializado em Reprodução Humana, a gravidez aos 50 anos é sempre considerada uma gravidez de risco para a mãe e para o bebê. “Porém, se ela tiver uma vida saudável e nenhum problema de saúde como, por exemplo, pressão alta, diabetes, cardiopatias ou doenças renais, é possível sim que seu corpo consiga lidar com todas as alterações fisiológicas que virão com a gravidez”.
No entanto, a chance de uma mulher engravidar espontaneamente a partir dos 45 anos é menos de 1%. Alguns registros demonstram que a incidência de partos de gestações naturais em mulheres acima de 50 anos é de 1:20000 a 1:60000 dos partos.
O especialista explica que no caso improvável de uma mulher com mais de 50 anos engravidar com seus próprios óvulos, o risco desta gravidez resulta em uma taxa de aborto de pelo menos 50% e a uma incidência alta de alterações genéticas, como, por exemplo, um risco aumentado de ter um bebê com Síndrome de Down. Há também um risco significativamente maior de mortalidade materna e fetal com mulheres de 50 anos comparado com mulheres mais jovens. Além da maior probabilidade de desenvolver problemas como pressão alta, diabetes, doenças da tireóide e cardíaca durante a gravidez.
Atualmente, muitas mulheres com mais de 45 anos recorrem às técnicas de reprodução assistida com a utilização de óvulos doados. “Como acima de 50 anos é muito raro que a mulher tenha óvulos próprios para realizar qualquer tratamento de infertilidade, o tratamento principal consiste na fertilização in vitro com óvulos doados, ou seja, ela utiliza óvulos de uma doadora mais nova para realizar o tratamento”, explica o Dr. Marcelo Valle. Esse é hoje o tratamento que apresenta os melhores resultados, porém, mesmo com a utilização da técnica as chances de gravidez é menor nesta faixa etária.
Por ser uma gravidez considerada de alto risco, a decisão de engravidar aos 50 anos deve ser tomada apenas depois de uma visita ao médico para realizar uma série de exames e verificar a saúde geral da mãe. Se o médico liberar a paciente para a gravidez, é importante que o pré-natal seja muito bem assistido para monitorar a saúde da mãe e do bebê durante toda a gestação.
Paula R. F. Dabus



Testes de gravidez: dá para confiar?



Os testes de farmácia são confiáveis desde que observadas suas especificações.
Frio na barriga. É o mínimo que uma mulher sente na hora de confirmar uma gravidez. E antes de procurar um médico para realizar o exame laboratorial, quase toda mulher realiza o teste em casa através da urina. E muitas vezes repetem o exame 2, 3, 4 vezes até ter certeza que o resultado está correto. Afinal, dá para confiar nos testes feitos em casa? Ou para ter certeza mesmo só realizando o exame de sangue?
Nas farmácias é possível encontrar dezenas de marcas diferentes de testes. A grande vantagem é que esse tipo de exame feito em casa tem baixo custo, é fácil de realizar e o resultado é confiável. Basicamente, todos funcionam da mesma forma, medindo a quantidade de HCG, o hormônio gonadotropina coriônica, produzido durante a gravidez e presente na urina da gestante. 
A grande diferença entre os produtos, que pode ter uma variação significativa de preços, é a sensibilidade do teste (nem sempre os mais caros são os mais sensíveis). Algumas marcas conseguem detectar níveis bem baixos do hormônio, até 12 dias após a ovulação. Nesses casos, a confirmação da gravidez pode acontecer antes mesmo do atraso da menstruação. Outros testes, não tão sensíveis, só devem ser realizados a partir do primeiro dia de atraso do ciclo menstrual, ou seja, cerca de 14 dias após a ovulação. 

Se o resultado do teste de farmácia der positivo é praticamente certeza que a mulher está gravida (em alguns casos pode ter ocorrido a fecundação, mas a gravidez pode não ter evoluído). E em caso de resultados negativos, como indicam as instruções nas embalagens, o teste deve ser repetido dentro de alguns dias, especialmente se tiver sido realizado logo nos primeiros dias após o atraso da menstruação.
A necessidade de repetir o exame não significa que o primeiro teste deu erro. O que ocorre é que o nível de HCG vai subindo durante a gestação (ele dobra a cada dois dias). Dessa forma, o hormônio pode não ter sido detectado na primeira análise de urina, mas em um ou 2 dias já pode ter aumentado a ponto de ser detectado no teste.
Outro motivo para repetir o exame dentro de alguns dias é que o corpo da mulher nem sempre funciona como um reloginho. E é impossível saber a data exata da ovulação. Mesmo mulheres com o ciclo bem regular podem ter variações de alguns dias em determinados meses, sendo impossível determinar o dia exato da fecundação.
Já o teste laboratorial é feito através de analise de sangue e aponta a presença de uma fração do hormônio HCG, chamada de Beta (BHCG). É bastante sensível e preciso e pode ser realizado a qualquer hora, diferente de alguns testes de farmácia que devem ser realizados com a primeira urina do dia, que é mais concentrada.
A grande diferença é que o exame de sangue pode ser qualitativo ou quantitativo. O primeiro aponta apenas se o resultado é positivo ou negativo. Se o médico solicitar o exame quantitativo, é possível não apenas confirmar a gravidez como também avaliar a idade gestacional de acordo com a quantidade de hormônio encontrada.
O exame laboratorial considera que acima de 25 IU/l de HCG a mulher está gravida, enquanto a maioria dos exames de farmácia só detecta a presença do hormônio acima de 50 IU/I (alguns testes mais sensíveis conseguem detectar acima de 20 IU/I na urina). Em geral, o exame laboratorial pode ser realizado até de 12 dias após a ovulação. 
Diferente dos testes de farmácia, que mostram o resultado em apenas alguns minutos, o resultado do exame de sangue pode demorar algumas horas ou até dias, dependendo do laboratório onde foi realizado.
Há ainda outro exame, o de toque, feito pelo ginecologista no consultório, que pode detectar a gravidez. Geralmente o médico pode observar alguns sinais que indicam a gestação, como alterações na textura do colo uterino e no tamanho e formato do útero. Em casos de suspeita, o ginecologista costuma solicitar o exame laboratorial para confirmar a gestação.
Paula R. F. Dabus