sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Bezerros de Ouro"



"Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão. e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu." Ex 32:1.

 

Quero chamar de "Bezerros de Ouro", tudo que "fabricamos", sendo contrários à vontade de Deus. Quando nos tornamos distantes, cegos, mudos e sem entendimento. Daí faz-se valer a recíproca de que o adorador se torna igual ao objeto adorado.


Perdemos a direção. Temos que decidir: Guardar "nossos bezerros" para ocasiões oportunas, ou, lançá-los totalmente destruídos no mar do esquecimento. "Os bezerros", nem sempre são palpáveis, mas, muitas vezes, para nós, invisíveis. Contudo, acabam por impedir um relacionamento íntimo, sincero e obediente a Deus.

Moisés estava no Monte Sinai com Deus. Sem tempo, nem mesmo intenção de possuir um "objeto mágico". O ócio, a falta de fé e de obediência, levou os Israelitas ao pecado: "faze-nos deuses, Moisés não vai voltar" Ex38: 1.


Fabricando "bezerros"

Já fabriquei muitos "bezerros", quando estive no "deserto". Tinha um para cada ocasião. Não tinha intimidade com Deus, apesar de achar o contrário. Fui miserável! Tendo que de dura forma, aprender que não precisava deles.

"Os bezerros", ainda teimam em aparecer, mas, não podem correr. Tão pouco, me alcançar. Quando vejo a sombra deles, clamo ao Cordeiro de Deus, sei que Ele sempre irá me sustentar.


O "bezerro" de Ló

Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ló foi socorrido por anjos que lhe disseram: "Escapa para o monte para que não pereça". (Gn19: 27). Imediatamente Ló sacou o seu "bezerro": "Não, para o monte não! Vou morrer! (Gn18: 23). Ló, assim como os israelitas, estava distante e não entendeu o propósito do monte.

Tempos depois, Ló viu que não era negócio habitar em Zoar (onde escolhera), e resolveu ir para onde Deus havia lhe ordenado: A cidade que ficara no monte. Ele já estava velho, deixara muitas oportunidades para trás. Suas filhas, não casaram em Zoar e agora "fabricavam seus bezerros" embebedando o pai e engravidando dele. Uma triste história. (Gn 19:30)


"bezerro" de Sara

Falta de fé sempre dá lugar a "bezerros". Foi assim também com Sara. Cansada de esperar a promessa do filho, não hesitou: "Toma, pois, a minha serva; porventura terei filho dela". (Gn 16:2). A "adoração" rendeu caro, Ismael, filho de Abraão com Agar, até os dias atuais traz inimizades para Israel.


Silêncio não é ausência

Os Israelitas não suportaram esperar Moisés descer do monte. O silêncio os perturbou. Acharam que Deus havia se esquecido deles, ou mesmo, que já não havia Deus.


Rejeitando o "bezerro"

Satanás construiu "bezerros de ouro" para Jesus, quando da tentação no deserto. Aliás, ele era o próprio "bezerro".
"Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães". Mt 4:9.
Jesus estava faminto, 40 dias e 40 noites sem comer. E o "bezerro fabricado", bem ali, na sua frente.
"Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. Mt 4: 4.
Jesus ignorou o "bezerro". Sabia que precisava esperar um pouco mais, embora seu estômago pedisse comida. Ele recorreu a Dt: 3 e foi sustentado.


No monte com Moisés

Moisés foi o único, da nação israelita, a subir o monte. Uma demonstração de intimidade com Deus, que os demais não tinham. 40 dias e quarenta noites a sós com Deus, tal qual Jesus no deserto. Quando Moisés desce do monte, demonstra tanta revolta pelo bezerro fabricado que se ira e quebra as tábuas do mandamento que recebera de Deus. Em um segundo; se distanciou, perdeu a comunhão. Ex 32: 19,20. Deus o fez subir ao mesmo monte e renovar à comunhão. Dessa vez, ao descer, o rosto de Moisés resplandece. Ex 34: 29.

Se estivermos em comunhão com Deus e mesmo assim "fabricamos bezerros", precisamos, imediatamente, restabelecermos a comunhão, subir novamente ao monte, conversar, passar tempo se quebrantando diante de Deus, para que o nosso rosto resplandeça e Ele se agrade de nós.

A voz de Deus em meio ao silêncio


O que os Israelitas não sabiam, era que, o silêncio, a demora de Moisés, significava Deus trabalhando.
Se verdadeiramente buscamos a Deus com todo o nosso coração, Ele sempre, mesmo em tempos de tribulação, nos conduzirá a lugares seguros. A tribulação, não é silêncio de Deus, mas, Deus falando conosco de uma forma diferente.
Se rejeitarmos os "bezerros" vamos poder ouvir, nos tempos difíceis: "Não temas, porque Eu Sou contigo; não te assombres, porque Eu Sou o Teu Deus; Eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" Is 40:10.Todos nós experimentamos do silêncio de Deus, quando isso ocorrer, lembre-se: Não "fabrique bezerros", "suba ao monte".

Wilma Rejane

http://www.atendanarocha.com/2008/09/bezerros-de-ouro.html

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